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domenica 15 novembre 2015

“Os agrotóxicos estão produzindo cada vez mais câncer e destruindo a biodiversidade”

14/nov/2015, 20h53min 
fonte:  http://www.sul21.com.br/jornal/os-agrotoxicos-estao-produzindo-cada-vez-mais-cancer-e-destruindo-a-biodiversidade


João Pedro Stédile: “O capitalismo sequestrou a função social da agricultura e transformou-a em um mero mecanismo de apropriação de riqueza”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)


Marco Weissheimer
É moderno um modelo de produção agrícola que expulsa as pessoas do campo para a periferia das grandes cidades, produz cada vez mais casos de câncer por causa do uso intensivo de agrotóxicos e que colabora para destruir a biodiversidade do planeta? Essa pergunta serviu de fio condutor à aula pública proferida na manhã de sábado (14), no Parque da Redenção, em Porto Alegre, por João Pedro Stédile, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A aula pública, realizada ao lado da tradicional feira de produtos agroecológicos da Redenção, foi uma iniciativa da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável, presidida pelo deputado estadual Edegar Pretto (PT), em parceria com movimentos sociais como o MST e a Via Campesina.
Stédile iniciou a aula pública fazendo uma contextualização histórica do surgimento desse modelo de produção. “Estamos vivendo um período muito difícil na história da humanidade. Da década de 90 para cá, o planeta foi reorganizado na sua economia por uma nova etapa da ordem capitalista marcada pelo domínio do capital financeiro e das grandes corporações. Hoje, cerca de 500 empresas dominam 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, sendo que 50 delas atuam no setor da agricultura. Nunca antes na história, toda a humanidade esteve sob o domínio de um único modelo como ocorre agora. O capitalismo financeiro tomou conta do planeta”, assinalou. É neste domínio, acrescentou, que devem ser buscadas as verdadeiras causas da crise econômica que o Brasil enfrenta agora.

A aula pública foi realizada ao lado da tradicional feira de produtos agroecológicos da Redenção. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)


Capitalismo sequestrou função social da agricultura
No plano da agricultura, disse ainda Stédile, o capitalismo financeiro sequestrou a principal função social dessa atividade, que é a produção de alimentos para a reprodução da vida humana. “O capitalismo sequestrou essa função e transformou-a em um mero mecanismo de apropriação de riqueza. Houve uma nova divisão internacional da produção agrícola. Um grupo de aproximadamente 50 empresas decidiu, por exemplo, que o Brasil deveria passar a produzir fundamentalmente soja, carne de gado, etanol e celulose. No Brasil, 85% das terras cultivadas, se destinam só a cinco culturas: soja, milho, pastagem, cana de açúcar e eucalipto. Cerca de 70 mil proprietários de terra fizeram uma aliança com essas empresas para implementar esse modelo. A Argentina, que no século XX chegou a ser chamada de celeiro do mundo, hoje só produz soja”.
Esse modelo hegemonizado por grandes corporações, apontou o dirigente do MST, realizou outros movimentos importantes. Um deles foi a padronização dos alimentos que foram transformados em mercadorias padronizadas. “Hoje, você vai em um supermercado em Pequim e ele é praticamente igual ao Zaffari”. Outro é a uniformização dos preços. “Marx até suspeitou que isso poderia acontecer, mas nunca na escala em que ocorreu. Ele escreveu no Capital que o preço das mercadorias é determinado pelo tempo de trabalho necessário para produzi-las. Ocorre que esses tempos de produção são diferentes dependendo das circunstâncias. O capitalismo uniformizou esses preços, que, hoje, são controlados por oligopólios. Ninguém mais sabe o valor exato das culturas do arroz, do feijão ou de outros alimentos. A safra de soja de 2019 já está vendida na Bolsa de Amsterdã a um determinado preço. Essa uniformização dos preços afetou a agricultura camponesa em todo o muno”, disse Stédile.

Stédile citou o caso da descoberta de glifosato no leite materno de mulheres residentes em Lucas do Rio Verde (GO).
(Foto: Guilherme Santos/Sul21)


A dependência em relação aos bancos
O controle de toda a cadeia de insumos, da semente aos agrotóxicos, permitiu que essas empresas modificassem todo o processo de produção. Uma das características desse novo padrão é a produção na maior escala possível para ter lucro máximo. “Os fazendeiros brasileiros”, observou Stédile, “são obrigados a aumentar cada vez mais a sua área de produção, pois têm que dividir seu lucro com essas empresas e com os bancos que financiam os plantios”. “Cerca de 65% do custo da produção de arroz hoje é com agroquímicos fabricados por essas grandes empresas. Além disso, a dependência em relação aos bancos é total. Nenhum fazendeiro consegue produzir hoje com recursos próprios. E há um ilusionismo estimulado pelo governo quando diz que está disponibilizando tantos bilhões para a agricultura. Não é o governo que disponibiliza. Esse dinheiro que é emprestado pelos bancos sai das nossas contas correntes, sem que recebamos qualquer juro por isso”.
Outra marca desse modelo é a imposição de sementes transgênicas, combinada com os agrotóxicos correspondentes a elas. João Pedro Stédile contestou o discurso dos que definem a transgenia na agricultura como uma conquista da modernidade. “Nada mais atrasado que o capital impor a propriedade privada de sementes. Isso existe no Brasil porque, em 1995, o governo Fernando Henrique Cardoso aprovou a lei de patentes para organismos vivos, que abriu as portas para o patenteamento de sementes. Não há nada de moderno nas sementes transgênicas, nem do ponto de vista da produtividade. A Embrapa tem hoje variedades de soja que tem uma produtividade maior que a Roundup Ready, da Monsanto. Mas ninguém fala disso”.

Evento foi uma iniciativa da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável, presidida pelo deputado estadual Edegar Pretto (PT). (Foto: Guilherme Santos/Sul21)


A conexão entre agrotóxicos e câncer
Junto com os transgênicos veio o aumento exponencial do uso de agrotóxicos. Segundo Stédile, há uma falácia que segue sendo repetida diariamente e que afirma a impossibilidade de produzir sem agrotóxicos em um clima tropical. Pelo menos eles são didáticos, ironizou Stédile, pois batizam a semente com o mesmo nome do agrotóxico correspondente, como ocorre no caso da Roundup. Além disso, acrescentou, outra consequência grave desse modelo foi o uso de agrotóxicos como substitutos de mão de obra. “Nos últimos dez anos, 2,4 milhões e trabalhadores rurais perderam o emprego no campo. Foram substituídos pelo veneno. Esse é o cenário que temos”.
Mas, por mais que o capital seja hegemônico, disse Stédile, as suas práticas vêm alimentando contradições que levam a uma crise. A primeira delas, apontou, é que os agrotóxicos estão produzindo cada vez mais câncer. Em março deste ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou um artigo que sistematizou pesquisas sobre o potencial cancerígeno de cinco ingredientes ativos de agrotóxicos realizadas por uma equipe de pesquisadores de 11 países, incluindo o Brasil. Baseada nestas pesquisas, a agência classificou o herbicida glifosato e os inseticidas malationa e diazinona como prováveis agentes carcinogênicos para humanos e os inseticidas tetraclorvinfós e parationa como possíveis agentes carcinogênicos para humanos. Destes, a malationa, a diazinona e o glifosato são amplamente usados no Brasil. Herbicida de amplo espectro, o glifosato é o produto mais usado nas lavouras do Brasil, especialmente em áreas plantadas com soja transgênica.
A partir do levantamento publicado pela Iarc, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou uma nota oficial este ano chamando a atenção para os riscos que a exposição ao glifosato e a outras substâncias representam para a saúde dos brasileiros. Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos, o Inca cita, além do câncer, infertilidade, impotência, abortos, malformações fetais, neurotoxicidade, desregulação hormonal e efeitos sobre o sistema imunológico. O Inca e a Organização Mundial da Saúde estimam que, nos próximos cinco anos, o câncer deve ser a principal causa de mortes no Brasil. Stédile citou o caso da descoberta de glifosato no leite materno de mulheres residentes em Lucas do Rio Verde (GO), que foram contaminadas pelo glifosato presente na água da chuva.

O valor da encíclica Laudato Si
O uso de agrotóxicos, também apontou Stédile, está contribuindo decisivamente para a destruição da biodiversidade, com influência no clima. “O veneno destrói a biodiversidade. O Roundup destrói tudo, menos a soja. Não é preciso ser especialista para entender o que está acontecendo com o clima no Rio Grande do Sul. Estão plantando soja até em cemitério. A falta de água em São Paulo é outro exemplo e está ligada ao desaparecimento de rios e nascentes que abasteciam o sistema da Cantareira”.
Por fim, o dirigente do MST destacou que a recente encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, também faz parte dessas contradições inerentes ao atual modelo hegemônico. “A crise dentro da Igreja, que também está dominada pelo capital, acabou gerando esse novo papa. A encíclica Laudato Si é uma obra prima de causar inveja ao velho Marx. Todo militante socialista e revolucionário tem que ler e ter em casa esse livro. Nele, encontramos os fundamentos doutrinários que explicam porque a humanidade tem que se levantar contra esse modelo que ameaça e destrói a vida”.


sabato 5 aprile 2014

Monsanto: il Roundup responsabile di danni genetici

Traduzione: Chiara Madaro
Fonte: F.William Enghdahl, Global Research, September 2010
N.d.R. L'autrice del blog si scusa con i lettori a causa delle penose immagini pubblicate nel corso dell'articolo. Si è scelto di pubblicarle affinché si comprendano i reali rischi a cui si va incontro consentendo che il proprio territorio venga infettato da sostanze nocive in nome di un supposto beneficio economico.
Un importante e nuovo studio ha confermato la crescente convinzione secondo cui l’erbicida chimico più usato al mondo, il Roundup della Monsanto Corporation, è tossico e dannoso sia per l’uomo che per gli organismi animali. L’ultimo studio scientifico condotto da un team multinazionale capeggiato dal Prof.Andrès Carrasco, 
http://axisoflogic.com/artman/publish/Article_56466.shtml
Dr. Andres Carrasco
capo del Laboratorio di Embriologia Molecolare presso l’Università di Medicina di Buenos Aires e membro del Consiglio nazionale argentino sulla ricerca tecnica e scientifica, ha dimostrato in modo allarmante che la Monsanto e l’industria agraria OGM hanno sistematicamente mentito a proposito della sicurezza del Roundup. Il Roundup in concentrazioni fortemente inferiori rispetto a quelle usate in agricoltura, sono collegabili ai difetti alla nascita. Le implicazioni sulla salute sono di vasta portata. Tutte le più importanti colture OGM sul mercato sono geneticamente manipolate allo scopo di tollerare l’erbicida Roundup.

http://www.ecquologia.com/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=1677:agricoltura-erbicida-roundup-monsanto-distrugge-testosterone-e-provoca-sterilia-maschile&catid=22:medicine-complementari
L'erbicida Monsanto Roundup
Il Glifosato è stato brevettato da Monsanto negli anni  ’70 ben prima che gli OGM fossero commercializzati come erbicida a largo spettro. In genere viene spruzzato e assorbito attraverso le foglie o usato come erbicida forestale. Inizialmente è stato brevettato e venduto da Monsanto con il nome commerciale Roundup e contiene additivi chimici sconosciuti e che la compagnia rifiuta di divulgare per motivi  di ‘segreto industriale’.  A partire dal 2005, l’87% di tutti i campi statunitensi di soia sono stati coltivati con varietà resistenti al glifosato e spruzzati con il Roundup.
Dato che i semi di soia Ogm Monsanto Roundup Ready (resistenti al Roundup) o altre coltivazioni sono state manipolate unicamente per essere rese resistenti all’erbicida Roundup mentre il resto della vita vegetale che si trova nei dintorni viene distrutta dal Roundup, gli agricoltori che usano semi Roundup Ready devono acquistare anche l’erbicida Roundup rendendo il mercato prigioniero sia nel campo dei semi che dei prodotti chimici. 
http://greenglobaltravel.com/2013/04/22/gmo-foods-monsanto-protection-act/
Compagnie che non vogliono si specifichi se un cibo sia o meno OGM
Il problema di questa comoda organizzazione, a parte il fatto che le ‘super-erbacce’ resistenti al Roundup stanno emergendo come una nuova catastrofe biologica, è che è stato ora dimostrato come il Glifosato possa essere collegato ai difetti alla nascita come una delle sostanze più tossiche utilizzate in agricoltura. L’EPA, Agenzia governativa statunitense per la protezione ambientale, continua ciononostante a valutare il Roundup come ‘relativamente poco tossico e privo di effetti carcinogenici o teratogenici’.  Negli Stati Uniti il Governo si basa notoriamente sui dati forniti dai test di Monsanto e dell’industria dell’agribusiness per realizzare regole sulla sicurezza, in base alla dottrina della ‘Sostanziale Equivalenza’  la quale asserisce che i semi OGM sono ‘sostanzialmente equivalenti’ ai normali semi e con ciò non sono necessari test sulla salute o sulla sicurezza. Mentre gli erbicidi sono soggetti ad un trattamento un po’ diverso, il fatto che l’industria agro-alimentare influenzi gran parte delle politiche governative statunitensi ha assicurato, ad oggi, un trattamento maggiormente benevolo nei confronti del Roundup.  
Risultati allarmanti

http://rreglag.wordpress.com/tag/glifosato/
Malformazioni causate da Glifosato
 Oggi un nuovo team scientifico internazionale condotto dal Prof. Andres Carrasco che comprende ricercatori provenienti da Regno Unito, Brasile, Stati Uniti e Argentina, ha dimostrato che il Glifosato, l’ingrediente maggiormente attivo nel Roundup, causa malformazioni negli embrioni di rane e polli a dosi estremamente più basse rispetto a quelle utilizzate nelle aspersioni agricole e ben al di sotto rispetto ai livelli massimi di residui approvati attualmente nei prodotti dalla Comunità Europea.[1]
Il gruppo di Carrasco ha condotto una ricerca sugli effetti del Glifosato in base agli alti tassi di difetti alla nascita registrati nelle aree rurali argentine dove vengono spruzzate regolarmente dagli aeroplani le vaste monocolture di soia Roundup Ready (RR) geneticamente modificata della Monsanto. La soia RR è stata strutturata allo scopo di tollerare il Roundup permettendo agli agricoltori di spargere l’erbicida liberamente in modo da uccidere le erbacce mentre le colture crescono.

http://rreglag.wordpress.com/tag/glifosato/
Neonato avvelenato da Glifosato affetto da Anencefalia
Carrasco ha presentato le scoperte del suo gruppo nel corso di una conferenza stampa durante la Sesta Conferenza Europea delle Regioni OGM Free nel Parlamento Europeo a Brussels e ha affermato: “Le scoperte realizzate in laboratorio sono compatibili con le malformazioni osservate negli umani esposti al Glifosato durante la gestazione”.  
La diffusione di notizie riguardanti le malformazioni umane è iniziata in Argentina all’inizio del 2002, due anni dopo l’inizio delle fumigazioni aeree del Roundup e della piantagione di Soia RR.
Gli animali da laboratorio usati dal gruppo di Carrasco condividono con gli umani meccanismi di sviluppo simili. Gli autori hanno concluso che i risultati: “sollevano delle criticità riguardo alle scoperte cliniche riscontrate nella prole delle popolazioni esposti al Roundup nei campi agricoli”. Carrasco ha aggiunto che “la classificazione della tossicità del Glifosato è troppo bassa. In alcuni casi può essere un potente veleno”.

http://martinibarrac.wordpress.com/2013/06/02/las-semillas-del-diablo-los-transgenicos-de-monsanto/
Compagnie del settore agroalimentare che usano prodotti Monsanto anche in Europa


Il Massimo livello residuo (MRL) consentito dalla Comunità Europea per il Glifosato nella soia è stato innalzato di 200 volte da 0,1 mg/kg a 20 mg/kg nel 1997 dopo che la Soia Roundup Ready geneticamente manipolata è stata commercializzata in Europa. Carrasco ha trovato malformazioni in embrioni in cui erano stati iniettati 2,03 mg/kg di glifosato. La soia può, generalmente, contenere residui di glifosato fino a 17mg/kg.
Nell’agosto 2010 si è verificato un attacco organizzato nei confronti di persone riunitesi ad ascoltare le dichiarazioni di Carrasco riguardo la sua ricerca nella città di La Leonesa, nella provincia del Chaco. I testimoni hanno accusato dell’attacco alcune figure implicate nell’industria agroalimentare locale. Viviana Paralta, una casalinga di San Jorge, Santa Fe, in Argentina, è stata ricoverata con la sua bambina dopo che il Roundup è stato sparso dagli aeroplani volando vicino alle loro case. Peralta ed altri residenti hanno fatto ricorso ad un tribunale di una corte regionale che ha bandito la fumigazione del Roundup ed altri agrochimici nelle vicinanze delle loro case.



[1] 1. Paganelli, A., Gnazzo, V., Acosta, H., López, S.L., Carrasco, A.E. 2010. Glyphosate-based herbicides produce terato-genic effects on vertebrates by impairing retinoic acid signaling. Chem. Res. Toxicol., August 9. http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/tx1001749