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lunedì 11 aprile 2016

TRIVELLE: SI O NO all’abrogazione della norma




di Chiara Madaro


NO

Le piattaforme off-shore già attive entro le 12 miglia marine dalle coste italiane possono continuare ad estrarre idrocarburi a tempo indeterminato

SI

Le piattaforme off-shore già attive entro le 12 miglia marine dalle coste italiane potranno estrarre idrocarburi solo fino alla scadenza delle concessioni




Il Referendum non riguarda nuove trivellazioni per la ricerca di gas e petrolio ma solo quelle già attive. Questo perché le nuove concessioni entro le 12 miglia sono già state bloccate dalla Legge di Stabilità in seguito alle proteste di alcune Regioni (Basilicata, Calabria, Campania, Liguria, Marche, Molise, Puglia, Sardegna, Veneto). Al momento le piattaforme off-shore, quelle installate al largo delle coste italiane, sono 135 di cui 93 a meno di 12 miglia di distanza dalla costa (circa 20 km).
Se vincesse il SI, si continuerebbe, comunque, ad estrarre fino al 2018-2034, arco di tempo entro cui scadono tutte le concessioni attualmente attive.
Se vincesse il NO, una volta terminati i pozzi, le piattaforme non verrebbero smantellate dalle imprese estrattrici. Solo al largo dell’Emilia Romagna esistono 40 piattaforme.
CHI sostiene il SI:
o   Associazioni ambientaliste e per la lotta contro il cancro
o   Sinistra Italiana
o   5 stelle
o   Lega
o   Una parte del PD
o   Fratelli d’Italia
PERCHE’ SI:
o   Alcuni studi hanno evidenziato la notevole presenza di idrocarburi nella fauna ittica presente in vicinanza di piattaforme petrolifere
o   Le sostanze presenti nella fauna ittica sono note come ‘interferenti endocrini’ e sono responsabili di cancro, malformazioni congenite, malattie neurodegenerative ecc.. determinate dall’alterazione del corretto funzionamento del sistema endocrino
o   La crescente incidenza di tali malattie sta generando emergenze sanitarie, sociali ed economiche difficilmente gestibile: la forbice tra popolazione attiva e popolazione in stato di dipendenza, si sta invertendo
o   Se si allunga la concessione, i petrolieri godrebbero di una franchigia al di sotto della quale non pagherebbero le royalties (il sistema italiano è famoso tra i petrolieri per garantire ampi profitti ai privati e nessun rischio. Le royalty sono tra le più basse al mondo per cui il sistema pubblico non guadagna niente)
o   Favorire consumi energetici basati sugli idrocarburi significa favorire gli interessi delle lobby private a scapito del bene pubblico
o   La presenza di basi petrolifere abbatte l’economia e la capacità produttiva dei luoghi in cui si estraggono idrocarburi mentre su una piattaforma lavorano poche persone, maestranze spesso non italiane
o   La ricerca di idrocarburi in mare comporta l’uso degli air gun, armi capaci di generare onde sonore che possono superare i 260 decibel con effetti devastanti sui cetacei e su altre specie protette e subsidenza del suolo.

CHI sostiene il NO
o   Il Governo (capeggiato da persone legate a petrolieri e banche)
o   Forza Italia
o   NcD
o   Scelta Civica
PERCHE’ NO
o   Le royalty aiutano l’economia del Paese
o   Le imprese petrolifere garantiscono posti di lavoro
o   Non esistono prove certe sul fatto che l’industria petrolchimica produca danni alla salute e all’ambiente

domenica 15 novembre 2015

“Os agrotóxicos estão produzindo cada vez mais câncer e destruindo a biodiversidade”

14/nov/2015, 20h53min 
fonte:  http://www.sul21.com.br/jornal/os-agrotoxicos-estao-produzindo-cada-vez-mais-cancer-e-destruindo-a-biodiversidade


João Pedro Stédile: “O capitalismo sequestrou a função social da agricultura e transformou-a em um mero mecanismo de apropriação de riqueza”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)


Marco Weissheimer
É moderno um modelo de produção agrícola que expulsa as pessoas do campo para a periferia das grandes cidades, produz cada vez mais casos de câncer por causa do uso intensivo de agrotóxicos e que colabora para destruir a biodiversidade do planeta? Essa pergunta serviu de fio condutor à aula pública proferida na manhã de sábado (14), no Parque da Redenção, em Porto Alegre, por João Pedro Stédile, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A aula pública, realizada ao lado da tradicional feira de produtos agroecológicos da Redenção, foi uma iniciativa da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável, presidida pelo deputado estadual Edegar Pretto (PT), em parceria com movimentos sociais como o MST e a Via Campesina.
Stédile iniciou a aula pública fazendo uma contextualização histórica do surgimento desse modelo de produção. “Estamos vivendo um período muito difícil na história da humanidade. Da década de 90 para cá, o planeta foi reorganizado na sua economia por uma nova etapa da ordem capitalista marcada pelo domínio do capital financeiro e das grandes corporações. Hoje, cerca de 500 empresas dominam 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, sendo que 50 delas atuam no setor da agricultura. Nunca antes na história, toda a humanidade esteve sob o domínio de um único modelo como ocorre agora. O capitalismo financeiro tomou conta do planeta”, assinalou. É neste domínio, acrescentou, que devem ser buscadas as verdadeiras causas da crise econômica que o Brasil enfrenta agora.

A aula pública foi realizada ao lado da tradicional feira de produtos agroecológicos da Redenção. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)


Capitalismo sequestrou função social da agricultura
No plano da agricultura, disse ainda Stédile, o capitalismo financeiro sequestrou a principal função social dessa atividade, que é a produção de alimentos para a reprodução da vida humana. “O capitalismo sequestrou essa função e transformou-a em um mero mecanismo de apropriação de riqueza. Houve uma nova divisão internacional da produção agrícola. Um grupo de aproximadamente 50 empresas decidiu, por exemplo, que o Brasil deveria passar a produzir fundamentalmente soja, carne de gado, etanol e celulose. No Brasil, 85% das terras cultivadas, se destinam só a cinco culturas: soja, milho, pastagem, cana de açúcar e eucalipto. Cerca de 70 mil proprietários de terra fizeram uma aliança com essas empresas para implementar esse modelo. A Argentina, que no século XX chegou a ser chamada de celeiro do mundo, hoje só produz soja”.
Esse modelo hegemonizado por grandes corporações, apontou o dirigente do MST, realizou outros movimentos importantes. Um deles foi a padronização dos alimentos que foram transformados em mercadorias padronizadas. “Hoje, você vai em um supermercado em Pequim e ele é praticamente igual ao Zaffari”. Outro é a uniformização dos preços. “Marx até suspeitou que isso poderia acontecer, mas nunca na escala em que ocorreu. Ele escreveu no Capital que o preço das mercadorias é determinado pelo tempo de trabalho necessário para produzi-las. Ocorre que esses tempos de produção são diferentes dependendo das circunstâncias. O capitalismo uniformizou esses preços, que, hoje, são controlados por oligopólios. Ninguém mais sabe o valor exato das culturas do arroz, do feijão ou de outros alimentos. A safra de soja de 2019 já está vendida na Bolsa de Amsterdã a um determinado preço. Essa uniformização dos preços afetou a agricultura camponesa em todo o muno”, disse Stédile.

Stédile citou o caso da descoberta de glifosato no leite materno de mulheres residentes em Lucas do Rio Verde (GO).
(Foto: Guilherme Santos/Sul21)


A dependência em relação aos bancos
O controle de toda a cadeia de insumos, da semente aos agrotóxicos, permitiu que essas empresas modificassem todo o processo de produção. Uma das características desse novo padrão é a produção na maior escala possível para ter lucro máximo. “Os fazendeiros brasileiros”, observou Stédile, “são obrigados a aumentar cada vez mais a sua área de produção, pois têm que dividir seu lucro com essas empresas e com os bancos que financiam os plantios”. “Cerca de 65% do custo da produção de arroz hoje é com agroquímicos fabricados por essas grandes empresas. Além disso, a dependência em relação aos bancos é total. Nenhum fazendeiro consegue produzir hoje com recursos próprios. E há um ilusionismo estimulado pelo governo quando diz que está disponibilizando tantos bilhões para a agricultura. Não é o governo que disponibiliza. Esse dinheiro que é emprestado pelos bancos sai das nossas contas correntes, sem que recebamos qualquer juro por isso”.
Outra marca desse modelo é a imposição de sementes transgênicas, combinada com os agrotóxicos correspondentes a elas. João Pedro Stédile contestou o discurso dos que definem a transgenia na agricultura como uma conquista da modernidade. “Nada mais atrasado que o capital impor a propriedade privada de sementes. Isso existe no Brasil porque, em 1995, o governo Fernando Henrique Cardoso aprovou a lei de patentes para organismos vivos, que abriu as portas para o patenteamento de sementes. Não há nada de moderno nas sementes transgênicas, nem do ponto de vista da produtividade. A Embrapa tem hoje variedades de soja que tem uma produtividade maior que a Roundup Ready, da Monsanto. Mas ninguém fala disso”.

Evento foi uma iniciativa da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável, presidida pelo deputado estadual Edegar Pretto (PT). (Foto: Guilherme Santos/Sul21)


A conexão entre agrotóxicos e câncer
Junto com os transgênicos veio o aumento exponencial do uso de agrotóxicos. Segundo Stédile, há uma falácia que segue sendo repetida diariamente e que afirma a impossibilidade de produzir sem agrotóxicos em um clima tropical. Pelo menos eles são didáticos, ironizou Stédile, pois batizam a semente com o mesmo nome do agrotóxico correspondente, como ocorre no caso da Roundup. Além disso, acrescentou, outra consequência grave desse modelo foi o uso de agrotóxicos como substitutos de mão de obra. “Nos últimos dez anos, 2,4 milhões e trabalhadores rurais perderam o emprego no campo. Foram substituídos pelo veneno. Esse é o cenário que temos”.
Mas, por mais que o capital seja hegemônico, disse Stédile, as suas práticas vêm alimentando contradições que levam a uma crise. A primeira delas, apontou, é que os agrotóxicos estão produzindo cada vez mais câncer. Em março deste ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou um artigo que sistematizou pesquisas sobre o potencial cancerígeno de cinco ingredientes ativos de agrotóxicos realizadas por uma equipe de pesquisadores de 11 países, incluindo o Brasil. Baseada nestas pesquisas, a agência classificou o herbicida glifosato e os inseticidas malationa e diazinona como prováveis agentes carcinogênicos para humanos e os inseticidas tetraclorvinfós e parationa como possíveis agentes carcinogênicos para humanos. Destes, a malationa, a diazinona e o glifosato são amplamente usados no Brasil. Herbicida de amplo espectro, o glifosato é o produto mais usado nas lavouras do Brasil, especialmente em áreas plantadas com soja transgênica.
A partir do levantamento publicado pela Iarc, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou uma nota oficial este ano chamando a atenção para os riscos que a exposição ao glifosato e a outras substâncias representam para a saúde dos brasileiros. Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos, o Inca cita, além do câncer, infertilidade, impotência, abortos, malformações fetais, neurotoxicidade, desregulação hormonal e efeitos sobre o sistema imunológico. O Inca e a Organização Mundial da Saúde estimam que, nos próximos cinco anos, o câncer deve ser a principal causa de mortes no Brasil. Stédile citou o caso da descoberta de glifosato no leite materno de mulheres residentes em Lucas do Rio Verde (GO), que foram contaminadas pelo glifosato presente na água da chuva.

O valor da encíclica Laudato Si
O uso de agrotóxicos, também apontou Stédile, está contribuindo decisivamente para a destruição da biodiversidade, com influência no clima. “O veneno destrói a biodiversidade. O Roundup destrói tudo, menos a soja. Não é preciso ser especialista para entender o que está acontecendo com o clima no Rio Grande do Sul. Estão plantando soja até em cemitério. A falta de água em São Paulo é outro exemplo e está ligada ao desaparecimento de rios e nascentes que abasteciam o sistema da Cantareira”.
Por fim, o dirigente do MST destacou que a recente encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, também faz parte dessas contradições inerentes ao atual modelo hegemônico. “A crise dentro da Igreja, que também está dominada pelo capital, acabou gerando esse novo papa. A encíclica Laudato Si é uma obra prima de causar inveja ao velho Marx. Todo militante socialista e revolucionário tem que ler e ter em casa esse livro. Nele, encontramos os fundamentos doutrinários que explicam porque a humanidade tem que se levantar contra esse modelo que ameaça e destrói a vida”.


martedì 18 agosto 2015

UE e OGM: la grande truffa

di Chiara Madaro

La direttiva sugli organismi geneticamente modificati (Ogm) pubblicata a marzo di quest’anno e pubblicata sulla Gazzetta Ufficiale dell’Unione Europea con il titolo di “DIRETTIVA (UE) 2015/412 DEL PARLAMENTO EUROPEO E DEL CONSIGLIO dell'11 marzo 2015”, è la rappresentazione di quanto l’esperienza dell’Unione Europea sia, ormai, diventata un coacervo di interessi, lontani dai principi ispiratori che hanno permesso il suo battesimo. La direttiva in questione modifica la precedente (2001/18/CE) e consente agli Stati Parti di legiferare autonomamente sul proprio territorio, questo, almeno, quanto divulgato. Ma cosa c’è d’altro?
Dal testo della Direttiva si evince come, di fatto, non esistano leggi comunitarie realmente restrittive in materia di organismi geneticamente modificati. Una ammissione di incapacità nel raggiungimento di accordi comuni, di una visione limitata sul futuro agricolo dell’Europa. Una visione che ha già impoverito grossi settori produttivi italiani e distrutto pregiate cultivar autoctone e, dunque, biodiversità mediterranea/capacità produttiva.
La direttiva emanata in marzo, tra l’altro, si contraddice nel momento in cui, dopo aver citato ciò che non è possibile non ricordare, ovvero il principio di precauzione e la necessità di accertarsi che le tecnologie utilizzate non danneggino ambiente e salute umana, afferma quanto segue:
(5) “Quando un OGM è autorizzato ai fini della coltivazione conformemente al quadro normativo dell'Unione sugli OGM e soddisfa, per quanto concerne la varietà da immettere in commercio, le prescrizioni del diritto dell'Unione sulla commercializzazione delle sementi e dei materiali di moltiplicazione delle piante, gli Stati membri non sono autorizzati a vietare, limitare o ostacolare la sua libera circolazione nel loro territorio, salvo che alle condizioni definite dal diritto dell'Unione”.
Oltre che un evidente lesione del diritto di sovranità nazionale, un veto, dunque, al divieto di utilizzo di Ogm. Un veto che, di fatto, annulla il messaggio che ha reso questa direttiva così popolare (o impopolare) tra coloro che lottano contro la biotecnologia degli Ogm da anni. Perché se anche fosse vero che il nostro Paese legiferasse ‘contro’, se un produttore – come già accade – decidesse di avviare una coltivazione Ogm, con queste poche righe, nessuno potrebbe impedirglielo.
In più parti, inoltre, la nuova Direttiva specifica che i divieti a cui gli Stati possono ricorrere riguardano la coltivazione e non il libero transito e commercio di prodotti Ogm. Al punto 16 si afferma, infatti:
(16) Le limitazioni o i divieti adottati ai sensi della presente direttiva dovrebbero riguardare la coltivazione, e non la libera circolazione e l'importazione, di sementi e materiale di propagazione vegetale geneticamente modificati, come tali o contenuti in prodotti, e dei prodotti del loro raccolto, e dovrebbero inoltre essere conformi ai trattati, in particolare per quanto riguarda il principio di non discriminazione tra prodotti nazionali e non nazionali, il principio di proporzionalità e l'articolo 34, l'articolo 36 e l'articolo 216, paragrafo 2, TFUE.
Inutile dire che questa norma
Un fatto grave se si pensa che nessun Ogm può dichiarasi sicuro per il semplice fatto che non conosciamo tutta la sequenza genica di ogni essere vivente e, dunque, non siamo in grado di comprendere a cosa ci condurrebbe o ci sta conducendo l’uso di Ogm e, non dimentichiamolo, di pesticidi, necessità collaterale alla biotecnologia agraria.
Secondo l’Istituto Biologico Italiano: “La funzione del Dna è ancora sconosciuta. In particolare è sconosciuto il rapporto fra i geni e anche il rapporto di ogni parte con l’intera molecola. Pertanto è molto rischioso modificare il Dna introducendo un gene, perché non si sa che cosa questo possa provocare. E’ possibile che provochi l’attivazione di un altro gene con produzione di sostanze indesiderate (fenomeni allergici sull’uomo)”[1]. Motivo per cui l’Ibi contesta il principio di ‘soglia minima di tolleranza’ affermando che si tratta, di fatto, di un raggiro per i consumatori. Un raggiro di cui siamo già vittime in quanto, senza saperlo, già consumiamo prodotti Ogm importati dagli Usa dietro concessione della Comunità Europea. Se qualcuno si fosse chiesto come mai si stia assistendo ad un’escalation delle allergie alimentari e il motivo per cui è costretto a scegliere tra i piaceri della buona tavola e la salute, forse, inizia a farsi un’idea.
E può iniziare a farsi un’idea anche chi si scopre resistente ad alcuni antibiotici. Risale ancora agli anni 90 un rapporto scientifico depositato alla Camera dei Comuni britannica sull’indebolimento di difese immunitarie dovuto al consumo di alimenti Ogm, mentre una ricerca olandese ha provato che il Dna contenuto in un alimento non viene immediatamente disattivato ma impiega sei minuti, un tempo durante il quale può passare ai batteri dell’intestino il gene di resistenza agli antibiotici.
Il Premio Nobel per la Pace Vandana Shiva, biologa e attivista nel campo dell’agricoltura tradizionale afferma: “Con l’industrializzazione e la globalizzazione degli alimenti, il problema della sicurezza alimentare diventa sempre più allarmante. Su scala globale, assistiamo al diffondersi di nuove epidemie e alla mutazione di patologie che diventano più virulente. (…) Negli ultimi decenni si sono avvicendate due generazioni di nuove tecnologie connesse alla produzione alimentare. La prima grande trasformazione comporta l’impiego di prodotti chimici in agricoltura propagandato con il nome di Rivoluzione verde. I veleni chimici utilizzati in guerra vengono riciclati in tempi di pace e distribuiti come fertilizzanti sintetici e pesticidi. L’agricoltura e la produzione alimentare si trovano così a dipendere da armi di distruzione di massa”[2].
L’Encefalopatia bovina spongiforme con la sua variante umana (morbo di Creutzfeld-Jacob), febbre suina, encefalopatie non mortali ma gravemente invalidanti, aviaria, sono alcuni esempi di mutazioni di virus che dagli animali passano all’uomo generando morti e malattie degenerative gravi.
Secondo la scienziata indiana Shiva, lo Stato, anziché garantire i cittadini ed avviare protocolli di controllo nei confronti delle grandi imprese, “le lascia libere di agire e impone restrizioni ai piccoli produttori e alle culture locali fino a sancirne l’illegalità”. Ancora al momento in cui scriveva (2005) Shiva valutava positivamente la moratoria dell’Unione Europea sui prodotti agricoli e alimentari geneticamente modificati in quanto tutelava il diritto alla sicurezza alimentare. Ma molti prodotti confezionati, ad esempio, non sono soggetti ad obbligo di etichettatura per cui non sappiamo cosa stiamo ingerendo e, dunque, non possiamo scegliere, né fare una spesa consapevole.

Di fatto il fermo imposto dalla UE era l’unico ostacolo alla libera circolazione di alimenti senza controllo provenienti da Stati Uniti e Argentina, tra i maggiori produttori di erbicidi e agricoltura Ogm.
Da qui la pronta reazione di questi colossi agricoli in cerca di nuovi e fruttuosi mercati: il 13 maggio 2003 Stati Uniti, Argentina e Canada hanno impugnato la moratoria UE lamentando una discriminazione nei confronti dei loro prodotti e affermando che non poteva essere applicato il principio di precauzione ai prodotti Ogm.
Non sono in pochi, oggi, a sospettare che la nuova direttiva europea sia un comodo ‘cavallo di Troia’ in favore dell’accordo Commerciale Ttip, Accordo Trans-atlantico per il commercio e gli investimenti con gli Usa (ed escludendi i Paesi del Bric, Brasile, Russia, India, Cina). Un accordo che abbatterebbe molte barriere al momento esistenti, che viene pubblicizzato come un modo per facilitare gli scambi e dunque le opportunità di lavoro, di fatto un modo per le grosse imprese transnazionali per oltrepassare e annullare limiti ambientali e diritti imposti attualmente dalle leggi nei Paesi dell’Unione. Cosa se non un affronto per la sovranità degli Stati?
Pubblico una serie di 20 interrogativi posti nel 2000 dall’Istituto Biologico Italiano in un libretto informativo e divulgativo sugli “Alimenti geneticamente modificati”. Nella serie di interrogativi – che dopo quasi 15 anni rimangono senza serie risposte o azioni che vadano nella direzione dei diritti fondamentali dell’Uomo – anche l’introduzione ad una questione scabrosa, di cui poco si parla e che può dare la misura di quanto la scienza, sottomessa al potere di grosse entità finanziarie e farmaceutiche, abbia aperto scenari a dir poco raccapriccianti riguardanti l’umanizzazione di alcune specie animali compatibili con il trapianto di organi e parti di corpo.
Venti quesiti non risolti:
1-   Come si pensa di far fronte al pericolo che la manipolazione del Dna abbia effetti imprevisti, dovuti al fatto che la maggior parte dei geni di ogni organismo sono del tutto sconosciuti, come pure sono sconosciute le relazioni che intercorrono tra un gene e l’altro?
2-   Come si può evitare che alcune caratteristiche genetiche introdotte artificialmente nelle piante coltivate, come ad esempio la resistenza agli erbicidi o ad alcuni parassiti, non venga trasmessa, come già molto spesso è avvenuto, alle piante selvatiche rendendo queste pericolosamente infestanti?
3-   Come si può evitare che gli insetti ‘utili’ vengano distrutti, come già molto spesso avvenuto, alle piante selvatiche, rendendo queste pericolosamente infestanti?
4-   Come si può garantire che le modificazioni genetiche non scatenino delle caratteristiche di tossicità (come è avvenuto per la soia ibridata con la noce del Brasile e con il triptofano negli Stati Uniti) pericolose per chi assume le sostanze modificate?
5-   Come si pensa, in definitiva, di poter controllare i miliardi di reazioni, quasi tutte sconosciute, che legano le infinite forme di vita, in un equilibrio che si è formato nei millenni e che è in continua evoluzione? Se l’uomo incide comunque in questo equilibrio e porta danni all’ambiente anche con le tecnologie fino ad oggi adoperate, non è questa un’ottima ragione per usare maggiore cautela in un territorio (quello delle manipolazioni genetiche) in cui l’azione può avere un impatto ancora più devastante ed in cui la conoscenza è solo agli albori?
6-   Come si può evitare che la scelta di alcune specie a più alto rendimento e di maggiore interesse economico per chi non solo detiene il brevetto, ma può allo stesso tempo condizionare i mercati globali, porti alla scomparsa delle colture e tradizioni locali (di minore impatto ambientale) e soprattutto ad una rapida riduzione della biodiversità?
7-   Come si può evitare che i paesi in via di sviluppo, ricchi di diversità genetica e privi di tecnologie, non subiscano una nuova forma di colonizzazione da parte dei Paesi detti sviluppati, che imporranno loro i diritti di autore su ogni coltivazione commerciale?
8-   Come si può evitare che i brevetti sulle sequenze geniche e sui tessuti o cellule umane ostacolino un normale progresso scientifico con l’introduzione del segreto industriale nella ricerca?
9-   Come mai in questo settore non ci si è informati sul risultato disastroso che una simile legge ha prodotto negli Stati Uniti? Come si legge sulla rivista scientifica Nature (12/12/96, vo.384, p.500), negli Usa i maggiori istituti di ricerca come lo stesso Nih, non richiederanno mai più brevetti su sequenze geniche o materiale cellulare e condannano la prassi di concederli su scoperte e conoscenze che rappresentano strumenti indispensabili per la ricerca.
Per quale ragione l’Europa dovrebbe ripercorrere una strada già rivelatasi errata altrove?
10 – Se l’industria pensa al benessere del consumatore, per quale ragione essa ha fino ad oggi ostacolato gli sforzi di quest’ultimo di soddisfare il suo diritto ad una chiara etichettatura, che gli conceda la possibilità di scelta dei prodotti da consumare?
11 – Se l’industria vuole soddisfare la necessità di cibo nel mondo, ovvero ‘risolvere il problema della fame’, per quale ragione ha brevettato la tecnologia Terminator, che rende le piante sterili alla seconsa risemina, danneggiando gravemente gli agricoltori dei Paesi poveri?
12 – Se gli organismi modificati geneticamente causano danni alla salute o all’ambiente, chi pagherà i costi di questi danni? La mancanza di una chiara etichettatura rende impossibile risalire ai responsabili e la mancanza di studi scientifici adeguati rende impossibile fare una previsione sulla entità del danno (ragione per cui nessuna compagnia di assicurazione ha mai accettato di firmare una polizza!).
13 – In materia di xenotrapianti, come si può evitare che eventuali virus latenti, non identificabili perché sconosciuti, vengano trasmessi dall’animale ‘donatore’ nell’organismo del ‘trapiantato’ con il rischio di scatenare, attraverso quest’ultimo, una nuova imprevedibile epidemia (come quella dell’Aids) causata dall’adattamento (molto aiutato dagli immunosoppressori impiegati) di uno di questi virus alla specie umana?
14 – Sempre in materia di xenotrapianti, come si può accettare (o evitare) che il trapiantato divenga quella che i suoi chirurghi chiamano una chimera umana, le cui cellule, in tutto l’organismo, sono mescolate con quelle dell’animale donatore?
15 – Se è consentito creare animali transgenici ai fini della ricerca in modo tale che la loro sofferenza o menomazione fisica siano proporzionali ai risultati ad all’utilità medica per l’uomo, con quali criteri potranno essere valutate la sofferenza e le menomazioni fisiche degli animali?
16 – Nel caso di animali umanizzati per la ricerca scientifica o per la donazione di organi con l’introduzione di alcuni geni umani, quale numero massimo di geni si ritiene lecito inserire nell’animale (è facile immaginare che la tendenza sia verso una umanizzazione sempre maggiore per rendere il modello animale sempre più simile all’uomo o l’organo da trapiantare sempre meno soggetto al rigetto) in base ad un normale concetto di rispetto del corpo umano ed in base anche al recente voto dell’Assemblea Generale dell’Onu) (cfr. la domanda successiva)
17 – L’Assemblea Generale dell’Onu ha fatta sua , il 10/12/98, la Dichiarazione sul Genoma Umano dell’Unesco (11/97) per cui il Genoma Umano è patrimonio dell’Umanità e non può essere oggetto di attività commerciali; come si può conciliare questo importante accordo internazionale con una legge che consente i brevetti sulle parti del corpo umano, privatizzandole ed equiparandole ad una merce?
18 – Come si può brevettare, dunque equiparare ad una invenzione, quella che è la scoperta di elemento esistente in natura, di una parte o di un tutto di un essere vivente, che costituisce un elemento del patrimonio genetico tramandato da sempre su questo pianeta? Se anche (ma questo non è il caso dei brevetti sui geni o sulle parti del corpo umano) vi è l’introduzione di una modifica da parte dell’uomo, questo non consente a quest’ultimo di dichiararsi ‘l’inventore’. Come ha detto il giudice Marc Nadon, della Corte Federale canadese nel rifiutare il brevetto all’oncotopo, “…hanno introdotto una modifica nel topo, non hanno mica inventato il topo! Un animale non è materia prima per invenzioni”.
19 – Cui prodest? Cioè: a chi giova? Visto che gli aumenti di produzione, anche quando presenti, sono minimi e che i rischi sono così alti, a chi gioveranno gli Ogm se non  agli azionisti delle industrie biotecnologiche?
20 – Se la diffusione di Ogm dovesse rivelarsi un terribile errore, come si potrà ripulire il pianeta?



[1] Istituto Biologico Italiano, “Alimenti geneticamente modificati”, 2000
[2] Vandana Shiva, “Il bene comune della terra”, p.169, 2005, Giangiacomo Feltrinelli editore, Milano

sabato 1 novembre 2014

Ambiente ed ecumenismo


Di Chiara Madaro

Come ci siamo arrivati? Come siamo arrivati al punto in cui anche un gesto naturale come l’allattamento, la prima forma di cura e nutrimento, si sia tramutata in una delle prime forme di contaminazione con cui i neonati vengono a contatto? Gas, petrolio, uso indiscriminato di pesticidi, monocolture ed altro ancora, hanno portato i territori in cui viviamo e la nostra salute ad un punto di non ritorno. Le istanze della scienza rimangono disattese nel denunciare come il crescente aumento di patologie che ci colpiscono in età sempre più giovane quali autismo, malformazioni genetiche anche gravi, danni al sistema endocrino (diabete, celiachia, obesità), neurologico e cognitivi (autismo, iperattività, Alzheimer,  Parkinson ecc.), cardiovascolare, tumori, infertilità, siano attribuibili ai cosiddetti ‘interferenti endocrini’, sostanze di sintesi o naturali contenute, appunto, negli idrocarburi e nelle tante sostanze e prodotti che ci semplificano la vita. Alcune tra queste sostanze sono state proibite ma continuiamo a respirarle e ingerirle a causa della loro persistenza nell’ambiente. Altre, ancora, mostrano, oggi, l’irreparabilità dei danni.

Killer silenziosi che usiamo quotidianamente e che saturano l’aria delle città più industrializzate provocando il fenomeno del bioaccumulo e contaminandoci. Come a Brindisi, dove un recente articolo pubblicato da ricercatori del CNR ha rilevato come l’esposizione delle madri ai contaminanti stia determinando un aumento delle malformazioni dei feti. Gli scienziati spiegano i risultati allarmanti del loro studio epidemiologico ricordando che Brindisi è una città altamente industrializzata interessata da attività produttive che riguardano il settore degli idrocarburi, farmaceutico, metallurgico ecc. Una situazione che aveva presentato il conto già alla fine degli anni 80, quando il Ministero dell’Ambiente aveva dichiarato la città e i comuni circostanti ad alto rischio di crisi ambientale con la Legge 349/1986/art.1 e successivamente inserita nel Programma nazionale di recupero ambientale con la Legge 426/98.

Noi, i nostri territori, le nostre economie, che oggi – finalmente - giovano di un mancato coinvolgimento nel vortice dell’industria pesante ed emergono, invece, nell’immaginario collettivo nazionale come ultima frontiera di una sostenibilità possibile, vengono insidiati da promesse mendaci e ingannevoli. Ingannevoli, perché sventolano soluzioni energetiche sorpassate basate sugli idrocarburi come il massimo della modernità possibile; ingannevoli perché associano al gas l’aggettivo ‘pulito’ offrendo al pubblico immagini rassicuranti; ingannevoli, perché raccontano una mancanza di convenienza nell’investire in forme democratiche di approvvigionamento energetico, ingannevoli, infine, perché parlano di benefici duraturi laddove di duraturo vi sarebbe solo l’impossibilità di utilizzare per scopi agricoli vaste estensioni di terreni contaminati e malattie.

In Puglia, già 30 anni fa, bastava passare dall’Autostrada per capire che a  Taranto non si respira un’aria salubre. Ma il caso è esploso nella sua tragicità solo oggi. La parabola industriale dei vantaggi è già nella sua fase discendente. Ma la città non potrà più contare sul turismo, sulla pesca o sull’agricoltura. Dovrà, invece, fare i conti con le spese sociali e sanitarie derivanti da un’economia insostenibile.

Gli economisti ambientali dell’Università di Bath Alistair Hunt e Julia Ferguson hanno realizzato una stima dei costi generati da un piccolo gruppo di malattie causate dagli interferenti endocrini: in Europa si spendono tra i 636 e i 637,1 miliardi di euro all’anno. Una stima, specificano, che non ha tenuto conto né delle spese attribuite alle famiglie né alle giornate di lavoro perse a causa di malattie contratte dal lavoratore o dai suoi familiari né, tantomeno, dello stato di disagio, miseria e paura generati dalla necessità di lasciare il lavoro per poter accudire i propri cari.

Appare, dunque, legittimo chiedersi fino a che punto sia il caso di lasciarsi sedurre dall’attuazione di grandi progetti che riproporrebbero nei nostri territori danni economici e sanitari già visti altrove. Come a Gela, come in Abruzzo, come nella Val d’Agri, stupenda fino a pochi anni fa e oggi incoltivabile, irrespirabile e dove il progresso causa malori e un aumento considerevole dei casi di tumore tra le comunità locali.

Un peccato che il grande associazionismo non sia mai intervenuto concretamente a sensibilizzare, a creare consapevolezza e alternative.

Ma l’inattività di chi può fare molto non deve essere una giustificazione alla rassegnazione. Dobbiamo essere consapevoli che, una volta innescati, da questi cambiamenti non si torna indietro. E agire di conseguenza, far sentire la propria voce: un dovere di madre, di padre, di figlio, di cittadino. Un dovere segnalato da ogni confessione religiosa.

E’ in quest’ottica che la Conferenza Episcopale Italiana, 9 anni fa, ha raccolto la proposta della Chiesa ortodossa e consacrato la giornata del 1 settembre (giorno del capodanno ortodosso) alla Salvaguardia del Creato, una giornata dedicata alla natura spirituale dei temi ambientali ma generata dal timore espresso già nell’89 dal Patriarca di Costantinopoli Dimitrios I in merito alle conseguenze del deterioramento dell’ambiente, opera di Dio che l’uomo si sta arrogando il diritto di sciupare.

Timori espressi con forza anche dal Papa Francesco nell’Enciclica Evangelii Gaudium che denuncia l’aumento di alcune patologie ed esprime la necessità di dire “no a un’economia dell’esclusione e della inequità”, un’economia che uccide, che si basa sulla legge del più forte. “Si instaura una nuova tirannia invisibile, a volte virtuale”, dice Francesco. E continua: “In questo sistema, che tende a fagocitare tutto al fine di accrescere i benefici, qualunque cosa che sia fragile, come l’ambiente, rimane indifesa rispetto agli interessi del mercato divinizzato, trasformati in regola assoluta”.  Il mercato, il denaro, idolatrati come un moderno vitello d’oro da cui accettiamo passivamente la sua tirannia sulle nostre vite e i nostri destini mentre ci si fa beffe dell’etica, minaccia alla ‘manipolazione della persona’ che viene ‘addomesticata’ a sopportare forme di iniquità. Una soluzione temporanea in cui Francesco avverte, latente, un pericolo: “(…)quando la società – locale, nazionale o mondiale – abbandona nella periferia una parte di sé – dice il Papa - non vi saranno programmi politici, né forze dell’ordine o di intelligence  che possano assicurare illimitatamente la tranquillità”.

Vengono alla mente le tante lotte che da nord a sud impegnano i cittadini nella strenua e continua difesa dei propri territori, della salute dei propri figli, di una sostenibilità delle politiche economiche e per questo trattati come criminali nel nome di una miope politica delle ‘grandi opere’. Politiche che, col favore di Banca Mondiale e Fondo Monetario, hanno provocato danni e instabilità in altri continenti – la splendida Terra da cui arriva il Papa continua a soffrirne - e presentate come la soluzione ai problemi del nostro Paese: dal traforo del Monte Grappa, il monte sacro per le comunità locali, al gasdotto Tap in Salento, dall’Alta Velocità ai Centri Oli, dai rigassificatori alla nave dei veleni di Gioia Tauro. Il paese viene trasformato in spazzatura, luogo di smistamento e passaggio di sostanze dannose tra le proteste inascoltate da chi dovrebbe proteggere gli interessi dei cittadini.

La fragilità dell’ambiente come causa di guerre e conflitto, dunque.

Proprio in questi giorni viviamo con ansia le sorti della guerra in Siria, una guerra causata dalla volontà di possesso di una risorsa importante per popoli che vivono in paesi in via di desertificazione: l’acqua. Una guerra per l’acqua, per il possesso del Tigri e dell’Eufrate utili alla realizzazione del grande ‘Progetto Anatolico’, una serie di dighe per la creazione di energia elettrica, nascosta dietro il conflitto religioso.

Da qui la necessità di un dialogo e un’apertura con i credenti delle religioni non cristiane “(…)nonostante i vari ostacoli e le difficoltà – dice Francesco - particolarmente i fondamentalismi da ambo le parti. Questo dialogo interreligioso è una condizione necessaria per la pace nel mondo, e pertanto è un dovere per i cristiani, come per le altre comunità religiose”. Uno sforzo necessario per superare il tentativo di alcuni politici che “approfittano di questa confusione per giustificare azioni discriminatorie”.

Protagonista delle cronache, il fondamentalismo islamico, che, privato della sua dimensione mistica, emerge in questi anni nella sua veste aggressiva e selvaggiamente violenta. Ma anche l’Islam  possiede un’etica ecologista che mette in relazione la soluzione dei problemi ambientali con la rinascita della spiritualità e della fratellanza. La Dichiarazione del Cairo sui diritti umani nell'Islam (1990), ad esempio, punta molto su questi temi. L’Articolo 1 recita: “Tutti gli esseri umani formano un'unica famiglia i cui membri sono uniti dalla sottomissione a Dio e dalla discendenza da Adamo”. E prosegue: “E' proibito ricorrere ai mezzi che possono provocare il genocidio dell'umanità ed è vietato abbattere alberi, danneggiare colture o animali, nonché distruggere le costruzioni o le istallazioni civili del nemico bombardandoli, minandoli o con altri mezzi”. Molto diverso anche il concetto della stessa Jihad, interpretata come materiale atto di guerra e violenza dagli estremisti, significa, in realtà ‘massimo sforzo’. E’ lo sforzo spirituale, la lotta interiore che ogni credente deve intraprendere in direzione del cambiamento.

L’umanità come un’unica famiglia, quindi. Come nel buddismo, tra le filosofie religiose che maggiormente si sono spese sui temi della relazione tra uomo e ambiente.

 Una delle dottrine fondamentali nel buddismo è il principio di non-dualità tra vita e ambiente: ogni cosa, ogni fenomeno è connesso e interdipendente e fa parte di una ‘rete’ di energia sottile, l’energia fondamentale che sta alla base della vita. Per questo a piante, rocce, animali, esseri umani, deve essere attribuita pari dignità. Una natura sofferente è specchio di un’umanità sofferente. Ma per il buddismo un cambiamento in positivo dell’individuo dovrà inevitabilmente innescare metamorfosi positive nell’ambiente e nella società in un rapporto di causa-effetto. Molto francescano, poi, il concetto secondo il quale le nostre sofferenze sono generate da un pensiero dominato da collera, stupidità, avidità. Nella Proposta di pace 2014 il leader buddista della Soka Gakkai, Daisaku Ikeda raccomanda alle Nazioni Unite di impegnarsi nella costruzione di ‘società resilienti’, capaci, cioè, di adattarsi alle sfide che l’ambiente ci sottopone, condividendo obiettivi comuni e sostenibili.

Quanto c’è di diverso da quello che le religioni animiste ci hanno sempre raccontato? I popoli indigeni della terra, primitivi per la nostra arroganza occidentale, ci hanno avvertito da sempre del fatto che nessuna tecnologia al mondo avrebbe potuto sfamarci o metterci al riparo da una natura arrivata allo squilibrio, alterata. Ma abbiamo preferito chiudere gli occhi davanti agli indizi. Ancora oggi non ci animiamo a rassegnarci alla necessità di invertire la tendenza.

Alcuni personaggi di origine indigena che hanno ricevuto una cultura tale da poter comunicare con la mentalità dell’occidente, hanno scelto di dedicare la propria vita a trasmettere un messaggio di pace e lotta per l’ambiente, affinchè si recuperi quel rapporto perduto tra uomo e natura attraverso una ritrovata spiritualità e consapevolezza. In Italia c’è Atucà, origini Guaranì, antica razza sudamericana, una delle prime contattate  dai bianchi, decimata da quelle ‘cose’ di cui parla il buddismo: avidità, supidità…

Razza decimata preferendo la morte alla sottomissione. Riusciremo, noi, a rifiutare la sottomissione all’agnello d’oro? All’effimero? Riusciremo a recuperare il rapporto perduto con la natura, quale che sia il nostro credo religioso? A proteggere i nostri figli dalla sofferenza? Ad invertire la tendenza?

L’autore Gregg Braden, carriera dedicata all’industria energetica e alla difesa e oggi divulgatore del ‘ponte’ esistente tra scienza e credenze afferma: “Esiste un momento, in qualunque crisi, nel quale si può scegliere di andare verso una trasformazione che, dal semplice atto di sopravvivere, può evolvere in sviluppo. Quel momento segna un punto di svolta”.

Dobbiamo prendere coscienza del fatto che possiamo e dobbiamo invertire la tendenza attraverso uno sforzo di attenzione e azione. Dobbiamo sapere cosa succede nei nostri territori e opporci, non delegare, non permettere che il nostro fondamentale diritto alla salute, ad una vita degna di essere vissuta, alla dignità, venga calpestato dall’arroganza di pochi, capaci di vedere il guadagno immediato e non i gravi costi che ricadrebbero sui nostri figli, sui nostri genitori, su noi stessi.

Siamo al nodo, a quello che la scienza chiama il ‘punto critico’, il ‘punto di svolta’, il momento in cui anche un piccolo cambiamento può determinare IL cambiamento. L’aumento verticale delle patologie che affliggono l’umanità e gli eventi estremi ci stanno mettendo davanti allo specchio. E’ il momento di fare una scelta: rimanere passivi e continuare a farsi sopraffare dagli eventi o interessarsi, farsi un’opinione e creare reti di cittadini, comunità resilienti, raccogliere l’invito che i capi religiosi della Terra ci stanno rivolgendo?